
Após interromper na semana passada uma sequência de 12 altas seguidas, as expectativas para a inflação de 2021 voltaram a subir. Conforme a avaliação dos economistas do mercado financeiro divulgadas nesta segunda-feira (12), pelo BC (Banco Central), o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deve encerrar o ano em 4,92%.
Na semana passada, o mercado apontava para uma valorização de 4,86% nos preços. Há quatro semanas, a estimativa era de alta na casa dos 3,72%. As projeções figuram acima do centro da meta de 3,75% definida pelo Conselho Monetário Nacional para 2021, mas ainda dentro da margem de tolerância de 1,5 ponto percentual definida pelo órgão.
Juros
Junto com a expectativa de uma inflação acima do centro da meta do governo, os economistas também aumentaram a projeção para a taxa básica de juros, que agora é esperada em 5,25% ao ano no final de 2021.
O patamar atual da Selic é de 2,75% após a primeira alta desde 2015, e a aposta agora é de que a taxa volte a subir mais 0,75 ponto percentual, para 3,5% já na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária).
Aumentar a taxa de juros funciona como um instrumento de política monetária para reduzir a inflação. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.