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''Temer não tem poder ilimitado para aniquilar condenações de corruptos'' diz Marina

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Jonathas William J.W / Coluna Tabuleiro Político
Por: Jonathas William J.W / Coluna Tabuleiro Político Fonte: Com informações do huffpostbrasil.com
28/12/2017 às 18h59 Atualizada em 28/12/2017 às 19h22
''Temer não tem poder ilimitado para aniquilar condenações de corruptos'' diz Marina

A ex-seandora e atual porta-voz nacional da REDE, Marina Silva, parabenizou a decisão da PGR que pediu a suspensão imediata de indulto de Natal concedido pelo Presidente Temer que facilitava o perdão a condenados por corrupção.

''O presidente não tem poder ilimitado para aniquilar condenações criminais, como as da Operação Lava Jato e de outras operações de combate à corrupção.'' disse a ex-senadora.

CANDIDATURA A PRESIDÊNCIA

Fora dos escândalos de corrupção e da lava jato, A ex-senadora Marina Silva oficializou no inicio de dezembro a sua pré-candidatura  à Presidência da República pela Rede, partido que fundou em 2015. Nas últimas duas eleições, a ex-ministra do Meio Ambiente no governo Lula ficou em terceiro lugar.

Durante o lançamento, a ex-senadora criticou a polarização no País, ressaltou a crise de legitimidade na política e disse a "operação lava votos" será feita pelo eleitor. "Minha motivação não é o poder pelo poder. É um serviço", afirmou.

Marina lembrou que a Rede terá apenas 12 segundos de tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão e 0,05% do fundo eleitoral, mas afirmou que o partido se fortalece nas dificuldades. "Uma campanha ralada dói bem menos do que um país partido", completou.

"Sou uma mulher de fé. Respeito os que não têm fé. Respeito a diversidade religiosa, a cultura. Essa é a minha tradição em mais de 33 anos de vida pública, mas aprendi com a minha fé, que quando sou fraco, sou forte."

Sem citar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou o deputado federal Jair Bolsonaro(PSC-RJ), dois possíveis concorrentes, Marina criticou políticos paternalistas e disse que "só tiranos oferecem destino." De acordo com ela, "não é o momento de salvadores da Pátria".

‘’Em momentos de crise, é muito fácil projetar a figura de um pai protetor. Isso não fortalece nossa democracia. Não fortalece nossas instituições. Isso nos infantiliza politicamente. Nos infantiliza institucionalmente.’’ disse a ex-senadora.

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