
Após a decisão da direção nacional da Rede Sustentabilidade que deliberou pela expulsar por infidelidade partidária o candidato ao governo do estado pela Sigla, Júlio Lóssio, revelou um racha no partido. Algo que já estava bem evidente antes mesmo da corrida eleitoral começar, com disputas internas e indefinições sobre a permanência ou não do partido na base do governo estadual.
Gustavo Henrique, que é filiado a Rede em Garanhuns e membro do diretório estadual criticou a decisão da Rede.
Segundo ele, os argumentos utilizados para a expulsam de Lóssio da sigla são contraditório, “Os argumentos utilizados para a expulsão e retirada da candidatura de Lóssio são contraditórios, uma vez que, acusam Lóssio de infidelidade partidária por ter recebido o apoio do Coronel Meira (PRP), aliado do deputado Jair Bolsonaro no estado. Mas, em nenhum momento Lóssio declarou apoio ou voto ao Coronel Meira e nem a Bolsonaro.”
O dirigente não poupou nem Marina Silva, questionando se a presidenciável também não haveria cometido infidelidade partidária ao fazer campanha para o candidato do PV ao senado no estado de Sergipe, Reynaldo Nunes.
Não estaria Marina Silva também cometendo infidelidade partidária? Uma vez que, a mesma fez campanha para o candidato ao senado pelo PV no estado de Sergipe, Reynaldo Nunes, candidato pela sigla que não está coligada na chapa majoritária da REDE no estado.” Questionou o dirigente.
CONFIRA A NOTA NA ÍNTEGRA:
A decisão nacional da REDE Sustentabilidade contrariou as bases do partido que se posicionaram a favor da continuidade da candidatura de Júlio Lossio ao governo do estado.
A direção estadual da REDE Sustentabilidade em Pernambuco passou por cima do estatuto ao emitir uma nota se referindo à postura de Lossio, sem ao menos garantir a ele o direito de está presente na reunião (que não houve), que deliberou sobre a questão, assim contrariando o estatuto do partido, que garante que “o filiado tem o mais amplo direito de defesa nos processos de apuração de infração aos deveres partidários, tendo presença assegurada em qualquer instância que esteja analisando sua conduta política e ética.”.
Da mesma forma, a direção nacional da REDE Sustentabilidade não respeitou o estatuto, uma vez que, na reunião de hoje, o que deveria está em pauta era apenas a deliberação se abriria ou não processo contra Lóssio, e não há votação de sua expulsão do partido. Da mesma forma que infringiu o artigo 150 do partido que garante que “A Comissão Executiva Nacional editará Resolução específica para regulamentar o processo disciplinar devendo ser atendidos os princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório”, o que foi garantido a Julio Lossio.
Os argumentos utilizados para a expulsão e retirada da candidatura de Lóssio são contraditórios, uma vez que, acusam Lóssio de infidelidade partidária por ter recebido o apoio do Coronel Meira (PRP), aliado do deputado Jair Bolsonaro no estado. Mas, em nenhum momento Lóssio declarou apoio ou voto ao Coronel Meira e nem a Bolsonaro.
Se o problema é receber apoio de lideranças de outras siglas que não estão coligadas com a candidatura da REDE, não estaria Marina Silva também cometendo infidelidade partidária? Uma vez que, a mesma fez campanha para o candidato ao senado pelo PV no estado de Sergipe, Reynaldo Nunes, candidato pela sigla que não está coligada na chapa majoritária da REDE no estado.
As direções da REDE parecem ser movidas na conveniência, pois nem sempre dispõe dessa agilidade para resolver outros assuntos internos. Quem prega a democracia interna, a horizontalidade e, sobretudo, a ética, deve também praticar em seus atos e não apenas no discurso, que acaba se tornado hipócrita e demagogo.
Reafirmo meu apoio à candidatura de Júlio Lóssio ao governo de Pernambuco, assim como peço apoio dos demais companheiros da REDE.
“Os partidos políticos não podem pregar a democracia da porta pra fora e funcionar com uma ditadura da porta pra dentro" (Júlio Lóssio).
Gustavo Henrique - Filiado a REDE Sustentabilidade Garanhuns e membro do elo (diretório) estadual da REDE.