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Governo e oposição devem desmontar palanques e trabalhar pela reforma da Previdência

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Jonathas William J.W / Coluna Tabuleiro Político
Por: Jonathas William J.W / Coluna Tabuleiro Político
30/01/2019 às 18h34
Governo e oposição devem desmontar palanques e trabalhar pela reforma da Previdência

Em entrevista ao programa Roda Viva PE, na TV Nova, na noite desta terça-feira (29), o deputado federal Silvio Costa (Avante) cobrou que governo e oposição desmontem seus palanques e trabalhem para aprovar a reforma da Previdência, a qual considera fundamental para o equilíbrio das contas públicas. Sílvio Costa, que foi vice-líder do governo Dilma e vice-líder da oposição ao governo Temer, afirmou que a oposição tem a oportunidade de se reencontrar com o País e contribuir para a recuperação da economia nacional votando na reforma da Previdência. “O Brasil precisa de uma reforma da Previdência que inclua a todos. É preciso incluir os militares ou não resolverá o problema do déficit”, alertou.

Sílvio destacou que foi contra as propostas do governo Michel Temer em razão da “ilegitimidade” do governo, que definiu como “golpista”, um vice-presidente que atropelou a Constituição para assumir o poder. “Eu fui contra a reforma do Temer (MDB) porque era um presidente sem legitimidade, diferente do Jair Bolsonaro (PSL) que foi eleito pela maioria dos brasileiros. Não serei irresponsável para torcer contra o País. Lembro que os que mais tentaram fazer a reforma da Previdência foram Lula e Dilma, mas apenas conseguiram mudanças que não reduziram o grande déficit que ameaça o próprio sistema de aposentadoria”, explicou Silvio Costa.

Após 26 anos de vida pública, como vereador do Recife, deputado estadual e deputado federal, Silvio Costa encerra, nesta quinta-feira (31), o terceiro mandato na Câmara Federal, revelando ao Roda Viva ter dois orgulhos que marcam a sua trajetória política: sempre teve lado e nunca foi incluído em listas de denunciados por malfeitos. “Na vida o homem tem que ter lado. Defendi Dilma contra o impeachment porque ela não cometeu nenhum crime. Ela caiu por dignidade, não aceitou as chantagens de Eduardo Cunha (MDB) por cargos no governo, por isso ele abriu o impeachment, usando o álibi econômico (pedaladas fiscais). Lutei contra. Fiquei do lado certo, o lado da legalidade e da democracia. E saio como ficha-limpa. Faria tudo de novo”, avaliou. Sílvio disse que continuará na política, mas não tem projeto eleitoral para o futuro.

Aos jornalistas do Roda Viva, Silvio Costa revelou que permanece na oposição ao governo estadual de Paulo Câmara (PSB) e que é oposição ao governo Bolsonaro, mas não ao Brasil, por isso torce pelo ajuste das contas públicas e a retomada do crescimento econômico. “Eu torço pelo País, não pelo Bolsonaro, que é uma pessoa inteligente mas não está preparado para o cargo. Ele vai governar delegando poderes, como no caso do ministro da economia, Paulo Guedes”, ressaltou Silvio. 

O deputado descartou “ocupar cargo no governo federal ou em qualquer governo” e lamentou que Bolsonaro tenha sido o resultado do “antivoto” e da “antipolítica”, numa eleição marcada pelo ódio que deixou o país dividido. “É preciso pacificar o País e isso começa pelo desmonte dos palanques”.

Reafirmando ao Roda Viva ser um “lulista”, admirador das políticas sociais criadas pelo ex-presidente Lula (PT), Sílvio Costa disse ter esperança que o STF mude de posição, no julgamento marcado para abril, e liberte Lula da prisão em Curitiba. “A Constituição diz que a prisão só pode ocorrer após transitado em julgado. O STF rasgou a Carta quando acatou a prisão em segunda instância. Espero que em abril reveja a decisão e deixe Lula livre”, espera o deputado.

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