Sábado, 23 de Maio de 2026
16°C 22°C
Garanhuns, PE
Publicidade

MPPE consegue aumento de pena dos "Canibais de Garanhuns" pelo assassinato da adolescente Jéssica Camila

O MPPE considerou que as penas, estabelecidas em júri popular em 2014, deveriam ser mais severas por conta da gravidade dos crimes de homicídio qualificado, esquartejamento e vilipêndio, quando se despreza ou humilha o corpo da vítima.

Jonathas William J.W / Coluna Tabuleiro Político
Por: Jonathas William J.W / Coluna Tabuleiro Político
18/07/2019 às 18h18 Atualizada em 18/07/2019 às 18h33
MPPE consegue aumento de pena dos

O trio conhecido como Canibais de Garanhuns, Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, Isabel Cristina Torreão Pires e Bruna Cristina Oliveira da Silva, tiveram suas penas aumentadas atendendo a um pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) pelo homicídio qualificado de Jéssica Camila da Silva Pereira, em 2008.

Jorge, que havia sido condenado a 21 anos e seis meses de reclusão, terá que cumprir agora 27 anos e um ano e meio de detenção. Já Isabel Cristina Torreão Pires e Bruna Cristina Oliveira da Silva, que haviam pego 19 anos de prisão, passarão 24 anos em regime fechado e mais um de detenção. A decisão unânime dos desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco transitou em julgado na segunda-feira (15) e não cabe mais recurso.

O MPPE considerou que as penas, estabelecidas em júri popular em 2014, deveriam ser mais severas por conta da gravidade dos crimes de homicídio qualificado, esquartejamento e vilipêndio, quando se despreza ou humilha o corpo da vítima. Assim, a promotora de Justiça Eliane Gaia entrou com o recurso para uma ampliação das penas. “Foi um crime que chamou a atenção de todo país e gerou uma comoção popular pelo caráter hediondo. A dosiometria aplicada pela juíza não foi coerente com a gravidade dos atos praticados pelo trio. A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco avaliou nosso recurso e concluiu que as penas determinadas na época foram bem abaixo do que deveriam”, explicou a promotora de Justiça.

O assassinato de Jéssica Camila ocorreu em Olinda, foi descoberto e desvendado quatro anos depois, quando partes do corpo da garota foram encontrados em buracos nas paredes da casa em que os réus moravam.

Vendedora de doces nos semáforos do bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, Jéssica foi escolhida como alvo por ser socialmente vulnerável e por ter uma filha pequena. Acabou atraída e morta em uma casa no bairro de Rio Doce. A filha dela teve os documentos adulterados, passando a ser criada como se fosse filha biológica de Bruna.

Lenium - Criar site de notícias