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Reforma Protestante

31 DE OUTUBRO: Dia da Reforma Protestante do século XVI

No Brasil, 31 de outubro é o “Dia Nacional da Proclamação do Evangelho”

31/10/2019 02h51
Por: Jonathas William J.W / Garanhuns Notícias

Evangélicos do mundo inteiro tem no dia 31 de outubro de 1517 a gênese de seu movimento religioso. A Reforma Protestante mudou a história do mundo ocidental quando o monge católico Martinho Lutero anunciou publicamente suas 95 teses, que visavam um retorno ao conceito bíblico de que “só Jesus salva”.

Um século antes de Lutero, João Huss (1369-1415), natural da Boêmia, liderou também um movimento de reforma religiosa na Europa, mas foi condenado à morte por isso. Hoje, na cidade de Praga, na atual República Tcheca, há um importante e famoso monumento que registra a memória da morte de João Huss, queimado vivo, em praça pública, em 1415.

Lutero, cerca de cem anos depois de morte de Huss, inicia um novo movimento de reforma religiosa, com a intenção clara de levar a Igreja Católica Apostólica Romana e suas principais lideranças eclesiásticas, religiosas e políticas a uma reflexão sobre suas doutrinas e práticas, entendendo que a Igreja havia se afastado dos elementos doutrinários principais do Evangelho de Cristo e que precisava passar por uma transformação e renovação.

A tentativa de Lutero num primeiro momento era “reformar” a Igreja Católica, pedindo que fossem abandonadas práticas que contrariavam as Escrituras Sagradas. Rejeitadas pelo Vaticano, suas teses marcaram o início do que seria o protestantismo, mais tarde assumindo diferentes nuances. Na América Latina, o termo evangélico é mais comumente usado para referir-se aos adeptos dessa confissão religiosa multifacetada.

O epicentro da ação reformista de Lutero foi a Alemanha, especialmente a cidade de Wittenberg, onde, na data de 31 de outubro de 1517, ele fixou, na porta da Igreja do Castelo, suas 95 teses, convidando o povo e as autoridades da Igreja Católica para um debate acerca de suas proposições.

De um modo geral, suas teses questionavam algumas doutrinas e práticas da Igreja da época, mas, sem dúvida, o foco central de suas críticas e de sua análise era o tema da venda das indulgências, que eram cartas de perdão vendidas pelas autoridades eclesiásticas ao povo, que buscava o perdão de Deus para seus pecados.

A principal doutrina que Lutero levantou contra o sistema ritualístico vigente foi que a salvação da alma era decorrente somente pela graça e pela fé em Jesus Cristo, não pelas obras.

Na época, a Igreja criou essa metodologia e percebeu que era uma excelente fonte de enriquecimento de seus cofres, pois o povo, iludido pela pregação da Igreja, procurava as autoridades eclesiásticas para comprarem suas cartas de perdão, ávidos por salvação e perdão de Deus.

Lutero se levantou contra essas práticas e, de seu movimento inicial, muitas outras reações foram desencadeadas. Ele teve também o apoio de autoridades de sua Nação, que hoje é a Alemanha, que também aspiravam por uma liberdade maior do peso e do jugo da autoridade papal sobre o Estado. Essas autoridades protegeram Lutero, pois viam nele uma voz estrategicamente importante para ajudar a promover o nacionalismo da nação alemã, em busca da liberdade da influência e domínio da Igreja sobre o Estado.

Somaram-se ao movimento de Martinho Lutero outros grandes reformadores, como Ulrico Zwinglio (1484-1531), teólogo suíço, e João Calvino (1509-1564), teólogo francês, com grande atuação na Suíça, especialmente em Genebra, durante todo o movimento de implantação da reforma protestante, além de outros, que levaram o movimento reformista a se espalhar por vários países da Europa, sobretudo França, Suíça e Inglaterra, além da própria Alemanha.

Entre os feitos de Lutero destaca-se a iniciativa de traduzir a Bíblia para a “língua do povo” que todos pudessem conhecer a Palavra de Deus. Até então sua forma mais conhecida era em latim e ter acesso a ela era privilégio do clero.

Hoje celebramos 501 anos da Reforma Protestante do século XVI. Um movimento que nasceu de uma aspiração religiosa de Lutero, em busca de liberdade, em defesa do conhecimento da Palavra de Deus para todo o povo, propondo que todas as pessoas pudessem ter acesso ao texto bíblico e não apenas os líderes religiosos do seu tempo.

Com o passar dos anos e a consolidação das ideias de resgate dos ensinamentos das Escrituras sobre a tradição eclesiástica, foram sendo estabelecidos gradativamente ao longo da história da implantação do movimento reformista os “pilares” que são usados até hoje para definir a fé protestante: Glória somente a Deus; Somente a Fé; Somente a Graça; Somente Cristo; Somente as Escrituras.

Os ideais se espalharam pelo mundo e encontraram eco em vários movimentos similares. Essa é a raiz das igrejas evangélicas que se espalham por todo o mundo até hoje. Embora pouco divulgada pelas igrejas no Brasil, o fato é que a Reforma ajudou a mudar a história do mundo para sempre.

Hoje, todos evangélicos e protestantes do século XXI, de uma forma direta ou indireta, são filhos e filhas da Reforma Luterana do Século XVI, a partir das Igrejas Reformadas que se originaram do movimento inicialmente liderado por Martinho Lutero e os demais reformadores do Século XVI.

Dia da proclamação

No início de 2016, foi sancionada no Brasil uma lei que estabelece 31 de outubro como o “Dia Nacional da Proclamação do Evangelho”. A Lei número 13.246, cujo projeto original era de 2003, foi elaborada pelo ex-deputado Neucimar Fraga, na época filiado ao PFL. Sua argumentação era que “a fidelidade à mensagem de Jesus sobre o Reino e ao seu amor infinito implica um compromisso ativo na transformação de estruturas injustas. A proclamação do evangelho supõe a promoção da paz e da justiça para criar um mundo novo que reflita o Reino de Deus”.

Segundo os dados do último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – de 2010 – havia 42.310.000 evangélicos no Brasil, 22,2% da população. Como a cada ano os católicos perdem, em média, 1% dos fiéis e os evangélicos ganham 0,7% as projeções atuais indicam que já sejam um terço da população.

O próximo Censo oficial ocorrerá apena em 2020, mas são feitas amostragens de tempos em tempos para estabelecer tendências. “Possivelmente em cerca de 10 e 15 anos o Brasil não terá mais maioria católica”, avalia o demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE.

Fonte da pesquisa e informações: http://bennett.br / https://www.gospelprime.com.br

 

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