
Depois de receber fortes críticas nas redes sociais e ter que voltar atrás em uma licitação de quase 4 milhões de reais, para a contratação de um serviço de buffet, o prefeito de Garanhuns Izaías Régis, agora foi surpreendido por uma ação popular pública, movida pelo advogado André Tadeu, que impetrou com uma ação na vara da Fazenda Pública do Estado (Comarca de Garanhuns), pedido à anulação do projeto de reajuste salarial dos secretários municipais.
O prefeito Izaías Régis, em uma atitude incomum, enviou um projeto de lei de reajuste salarial dos seus secretários para a Câmara de Vereadores, dos atuais 9 R$ (nove mil reias), para 12,400 R$ (doze mil e quatrocentos reais).
O que aconteceu de errado nesse caso
Para o aumento ser legal, a Câmara de Vereadores teria que, fazer um projeto de lei, aprovar em plenário, e encaminhar para o prefeito sancionar, mas em Garanhuns foi diferente, foi ao contrario. O prefeito Izaías Régis, decidiu ele mesmo, fazer um projeto para aumentar os salários dos seus secretários, mandou o projeto para Câmara de Vereadores e depois sancionou.
Na tarde de hoje, segunda-feira (24), o juiz Glacidelson Antônio da Silva, acolheu os argumentos do advogado André Tadeu, pedido a suspensão do pagamento. Na decisão o juiz Glacidelson Antônio da Silva, ofereceu o direito à prefeitura de Garanhuns e a Câmara de Vereadores de se defenderem da decisão, porém os representantes legais das instituições mencionadas não se manifestaram, o juiz por fim tomou a decisão, e os secretários municipais de Garanhuns, voltarão a receber o salário de R$ 9.000.00 (nove mil reais).
Esse tipo de ação deliberada de um prefeito só acontece quando ele não tem oposição fiscalizadora no legislativo, e quando parte da impressa se cala por conveniência.
Mas ao que tudo indica, existe em Garanhuns uma "oposição invisível, sem rosto", porém, de muitas faces, que não busca promoção pessoal, uma oposição popular, que surgem no seio da sociedade, emergindo da população, que entende a real urgência e necessidade de fiscalizar e cobrar das autoridades eleitas da cidade.