
O Facebook suspendeu na última sexta-feira (20) centenas de milhares de aplicativos, como parte de investigações da empresa que começou em março de 2018, em resposta ao escândalo envolvendo a consultoria Cambridge Analytica.
Os aplicativos suspensos estão associados à cerca de 400 desenvolvedores. Ime Archibong, vice-presidente de parcerias de produtos do Facebook, diz que a ação não significa necessariamente que os aplicativos suspensos apresentavam perigo para as pessoas. Alguns, inclusive, foram removidos por não terem respondido pedidos de mais informações.
O esquema foi revelado em março de 2018, quando dados de mais de 87 milhões de usuários do Facebook foram usados sem a devida permissão, e compartilhados inadequadamente informações de 87 milhões de usuários com a consultoria britânica Cambridge Analytica.
Neste ano, a empresa fez acordo para pagar multa recorde de 5 bilhões de dólares à Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC, na sigla em inglês), para encerrar uma investigação do governo norte-americano sobre suas práticas envolvendo a privacidade de seus usuários.
Uma das táticas do Facebook foi investigar desenvolvedores para descobrir quais aplicativos contavam com acesso a dados dos usuários, chegando a um número alto de suspensões. Os apps encontrados dentro deste critério eram relacionados a 400 desenvolvedores.
Desde então, o Facebook concordou em aumentar as salvaguardas nos dados dos usuários e restringiu a quantidade de informações que os desenvolvedores terceirizados podem solicitar aos usuários da plataforma.
"Estamos progredindo. Não pegaremos tudo, e parte do que capturaremos será com a ajuda de outros fora do Facebook", disse a empresa.